União Europeia

| A Presidência Rotativa do Conselho da União Europeia e o Trio de Presidências |
A Presidência do Conselho da União Europeia é exercida rotativamente pelos Estados-Membros, com cada país assumindo esta responsabilidade por um período de seis meses. Durante este tempo, o Estado-Membro lidera as reuniões em todos os níveis do Conselho, assegurando a continuidade dos trabalhos e o progresso das iniciativas da União.
Para garantir uma maior coordenação e consistência, foi instituído o sistema dos Trio de Presidências pelo Tratado de Lisboa em 2009. Neste modelo, três países trabalham em conjunto durante 18 meses, fixando objetivos a longo prazo e elaborando um programa comum que estabelece os principais temas a serem abordados. Cada país, com base neste programa conjunto, desenvolve um plano mais detalhado para o seu semestre, promovendo assim a continuidade e eficácia das políticas europeias.
| Presidência atual |
Presidência Cipriota
1 de janeiro a 30 de junho de 2026
O Chipre assumiu, pela segunda vez, a Presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE), no período compreendido entre 1 de janeiro a 30 de junho de 2026, e integrando o trio de Presidências com a Dinamarca e a Polónia.
Sob o lema «An Autonomous Union. Open to the World.», Chipre propõe-se a promover o reforço da autonomia da eu, enquanto etapa fundamental e necessária para fazer avançar o projeto de integração europeia. Neste contexto, o programa da Presidência estrutura-se em cinco prioridades principais:
1. Autonomia através da segurança, da prontidão para a defesa e da preparação;
2. Autonomia através da competitividade;
3. Uma União aberta ao Mundo, Autónoma;
4. Uma União Autónoma de Valores que não deixa ninguém para trás;
5. Um orçamento de longo prazo para uma União autónoma.
Energia
O setor energético é apresentado como um elemento central dos interesses estratégicos da UE, particularmente à luz dos atuais desafios geopolíticos, sendo a garantia de um abastecimento diversificado e fiável essencial para reforçar a resiliência e a competitividade global da União. A Presidência promoverá a participação dos consumidores e a capacitação dos cidadãos para produzir e gerir os seus próprios recursos energéticos, contribuindo para uma transição energética mais inclusiva e democrática.
A transição energética e a necessidade de uma infraestrutura mais eficiente, resiliente e economicamente sustentável exigem a adaptação das redes a um sistema mais descentralizado, digitalizado e flexível. A digitalização, apoiada por automação e inteligência artificial (IA), é considerada essencial para integrar energias renováveis, gerir a complexidade dos recursos descentralizados e reforçar a estabilidade e fiabilidade do sistema, estando previstas discussões sobre um roteiro estratégico para a digitalização e utilização de IA no setor energético.
Sistemas energéticos interligados e resilientes podem reduzir a dependência de combustíveis fósseis, apoiar a integração de energias renováveis abundantes, reforçar a segurança energética através da diversificação de fontes e rotas de abastecimento e promover a descarbonização da UE. Neste contexto, será dada prioridade ao reforço das interligações entre Estados-Membros e com parceiros fiáveis, bem como ao desenvolvimento de soluções de armazenamento de energia que respondam à intermitência das renováveis, aumentem a flexibilidade das redes e permitam uma maior capacidade de resposta do lado da procura, promovendo simultaneamente um mercado energético mais centrado no consumidor.
A Presidência dará continuidade às negociações do European Grids Package (Pacote Europeu para as Redes Energéticas) e da revisão da arquitetura da Segurança do Aprovisionamento da União da Energia.
Reconhecendo que os preços da eletricidade devem refletir os custos reais de produção e fornecer sinais de investimento fiáveis, a Presidência considera necessário adotar medidas para assegurar preços acessíveis e reforçar a competitividade global da União, incluindo a revisão do modo como as regras internas relativas à concorrência e aos auxílios estatais podem afetar a sua posição no mercado internacional. Contribuirá ainda para a implementação do Action Plan for Affordable Energy (Plano de Ação para Energia a Preços Acessíveis) e das suas estratégias de acompanhamento, bem como para a promoção de medidas de mitigação de risco destinadas a proteger empresas e consumidores dos custos adicionais associados à transição energética, assegurando que estes sejam participantes e beneficiários ativos dessa transição.
Eventos na área da energia
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CONSELHOS |
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TTE Energia | 16 de março, Bruxelas; 26 de junho, Luxemburgo Reunião Informal dos Ministros da Energia | 12-13 de maio, Nicósia |
Mais informações sobre o programa da Presidência cipriota poderão ser encontradas aqui
| Presidências anteriores |
Presidência Dinamarquesa
1 de julho a 31 de dezembro de 2025
A Dinamarca assumiu pela oitava vez a Presidência rotativa do Conselho da UE, de 1 de julho a 31 de dezembro de 2025, e integra o trio de Presidências com a Polónia e Chipre.
Sob o lema “Uma Europa forte num mundo em mudança”, o programa da Presidência dinamarquesa centra-se em dois eixos essenciais:
- Uma Europa Segura, o que implica acelerar a capacidade defensiva e renovar a indústria de defesa, apoiar a Ucrânia, controlar migrações irregulares, reforçar a resiliência democrática e preparar a UE para um alargamento ambicioso (Ucrânia, Moldávia e Balcãs ocidentais).
- Uma Europa Competitiva e Verde, capaz de promover reformas orçamentais e regulatórias que favoreçam a inovação e o mercado único, garantir maior acesso a energia limpa e acessível, apoiar a transformação industrial e definir um objetivo climático para 2040.
O programa da Presidência dinamarquesa no domínio da energia, apresentado na reunião do Grupo Energia de 1 de julho, centra-se em três pilares principais:
- i) Reduzir a dependência energética da Rússia, encarando-a como um passo incontornável para a segurança e autonomia da UE;
- ii) Uma transição energética competitiva e sustentável, garantindo ao mesmo tempo a segurança de abastecimento; neste contexto, salienta a relevância do "European Grids Package" como parte essencial deste processo de transição;
- iii) Apoio à Ucrânia e Moldávia, incluindo, a curto prazo, a preparação para o próximo inverno, e a médio e longo prazo a integração destes países no mercado da UE.
Relativamente à independência energética, destaca-se a adoção do regulamento RepowerEU antes do final do ano e a eliminação progressiva das importações de energia russa para a UE. Para um mercado interno de energia eficiente, o foco da PRES DK incidirá no desenvolvimento de redes e interligações, com ênfase em investimentos e flexibilidade do sistema.
A nível de reuniões ministeriais, a PRES agendou uma Reunião Informal dos Ministros de Energia da UE a 4 e 5 de setembro, em Copenhaga, bem como os Conselhos TTE (Energia) a 20 de outubro, no Luxemburgo, e a 15 de dezembro, em Bruxelas.
Outros eventos em destaque:
- Green Transition of Road Transport Conference - 1 e 2 de outubro, Copenhaga (Dinamarca);
- SET Plan Conference (SET) - 4 e 5 de Novembro, Odense (Dinamarca).
Mais informações sobre o programa da Presidência dinamarquesa poderão ser encontradas aqui
Presidência Polaca
1 de janeiro a 30 de junho de 2025
A 1 de janeiro de 2025 a Polónia assumiu, pela segunda vez, a Presidência rotativa do Conselho da União Europeia, marcando o início do Trio de Presidências composto pela Polónia, Dinamarca e Chipre.
Sob o lema “Segurança, Europa!”, o programa da presidência polaca centra-se no reforço de sete dimensões da segurança europeia:
- 1. Defesa e segurança
- 2. Proteção da população e das fronteiras
- 3. Resistência à ingerência estrangeira e à desinformação
- 4. Garantia de segurança e da liberdade comercial
- 5. Transição energética
- 6. Agricultura competitiva e resiliente
- 7. Segurança sanitária
Principais linhas de ação no âmbito do Conselho Transporte, Telecomunicações e Energia (TTE Energia)
A Presidência Polaca dará prioridade à segurança energética em sentido amplo, centrando-se em:
- Reforçar a Estratégia Europeia de Segurança Energética, preparando conclusões do Conselho para a sua atualização e fortalecimento, com uma abordagem abrangente que inclua acesso a energia a preços baixos para garantir a competitividade da indústria da UE, acesso equitativo a novas tecnologias e proteção climática e ambiental. Um elemento importante da nova arquitetura de segurança energética será o reforço da segurança física e da ciber-resiliência das infraestruturas estratégicas, o apoio equitativo ao desenvolvimento e à implementação de tecnologias de produção de energia limpa, e a garantia do fornecimento de matérias-primas críticas.
- Avaliar o progresso na implementação dos objetivos do REPowerEU, incluindo a eliminação total das importações de combustíveis fósseis russos para a UE.
- Promover soluções tecnológicas e financeiras que facilitem a transição energética e assegurem a competitividade da indústria europeia no caminho para a neutralidade climática e a segurança energética, iniciando discussões sobre os elementos energéticos da comunicação planeada da Comissão relativa ao Clean Industrial Deal, com o objetivo de assegurar a disponibilização de energia limpa, novas tecnologias e uma transição energética rápida e consistente; Analisar o acesso a financiamento público e privado para o desenvolvimento de novas tecnologias.
- Aumentar a solidariedade com a Ucrânia, prestando apoio ao setor energético ucraniano, particularmente durante o inverno, e promovendo a convergência das regulamentações energéticas da Ucrânia com as da UE.
Eventos na área da energia
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CONSELHOS |
EVENTOS |
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TTE Energia | 17 de março, Bruxelas; 16 de junho, Luxemburgo Reunião Informal dos Ministros da Energia | 12-13 de maio, Varsóvia |
Conferência "Building renovation: Challenges and solutions" | 13-15 de maio, Poznań
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Consultar o Programa da Presidência Polaca.
| Trio de Presidências atual |
O atual Trio de Presidências do Conselho da União Europeia, composto por Polónia, Dinamarca e Chipre, delineou um programa conjunto para o período de 1 de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026, intitulado "Fazer avançar a Agenda Estratégica".
Este programa está estruturado em torno de três temas principais:
- 1. Uma Europa forte e segura: Inclui ações externas, segurança e defesa, gestão de migração e fronteiras, alargamento e reformas internas.
- 2. Uma Europa próspera e competitiva: Abrange competitividade, transição verde e digital, inovação, ambiente e assuntos sociais.
- 3. Uma Europa livre e democrática: Foca-se nos valores fundamentais da União Europeia, como o Estado de direito e os direitos humanos.
Ao longo dos 18 meses, o Trio compromete-se a manter um diálogo contínuo com a sociedade civil e os cidadãos, particularmente os jovens, em colaboração com as instituições da União Europeia.
Consultar o Programa do Trio.