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A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) é uma organização intergovernamental fundada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a 26 de janeiro de 2009, com sede em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A IRENA apoia os países na transição para um futuro de energia sustentável e constitui uma plataforma de cooperação internacional, um centro de excelência e um repositório de dados e conhecimento sobre política, tecnologia, inovação, financiamento e investimento no âmbito das energias renováveis. A IRENA promove a adoção e uso sustentável de todas as formas de energia renovável, incluindo bioenergia, geotérmica, hidroelétrica, oceânica, solar e eólica, visando o desenvolvimento sustentável, o acesso à energia, a segurança energética e a diminuição da emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Com um mandato de países ao redor do mundo, a IRENA incentiva os governos a adotarem políticas facilitadoras para investimentos em energia renovável, fornece ferramentas práticas e consultoria política para acelerar a implementação de energia renovável e facilita o diálogo e a partilha de conhecimento e transferência de tecnologia para fornecer energia limpa e sustentável para a população mundial.
Os estatutos da IRENA estipulam que a adesão à Agência está aberta aos Estados que são membros das Nações Unidas e às organizações intergovernamentais regionais de integração económica, estando dispostos e ser capazes de agir em conformidade com os objetivos e atividades estabelecidos nos estatutos. Atualmente, a Agência é composta por 168 países e a União Europeia.

 

 

Estrutura da IRENA

 

A Assembleia da IRENA é a autoridade decisória suprema, composta por um representante de cada país membro. Reúne-se anualmente debater e decidir sobre questões como o programa de trabalho, o orçamento, a adoção de relatórios, os pedidos de adesão e eventuais alterações às atividades da agência. A 14º sessão da Assembleia da IRENA terá lugar em janeiro de 2024, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O Conselho da IRENA é composto por 21 Estados-Membros eleitos por um período de dois anos e é responsável perante a Assembleia. Os membros do Conselho exercem as suas funções numa base rotativa, a fim de assegurar a participação efetiva dos países em desenvolvimento e dos países desenvolvidos e uma distribuição geográfica justa e equitativa. As responsabilidades do Conselho incluem facilitar a consulta e a cooperação entre os membros da IRENA e analisar o esboço do programa de trabalho, o esboço do orçamento e o relatório anual.
A 13ª Assembleia da IRENA elegeu os seguintes países para integrarem o Conselho em 2023-2024: Antígua e Barbuda, Argentina, Azerbaijão, Canadá, China, Egipto, Alemanha, Gana, Iraque, Itália, Japão, Nigéria, Panamá, Portugal, República da Coreia, Ruanda, Espanha, Tonga, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América e Zimbabué. Bangladesh, Chipre, Dinamarca, Grécia, Honduras, Índia, Malásia, Maurícia, Santa Lúcia, Togo, Uganda e Uruguai atuam como suplentes.
O 26º Conselho da IRENA realizar-se-á de 19 a 20 de outubro de 2023, em Abu Dhabi. As reuniões dos órgãos subsidiários do Conselho realizar-se-ão em 18 de outubro de 2023, em Abu Dhabi.
O Secretariado da IRENA, que inclui o Diretor-Geral e a sua equipa, presta apoio administrativo e técnico à Assembleia, ao Conselho e aos seus órgãos subsidiários. É responsável, entre outros, pela preparação e apresentação do esboço do programa de trabalho, do orçamento e do relatório anual da agência e pela execução do programa de trabalho. O Secretariado da IRENA desenvolve as suas atividades principalmente através de quatro departamentos programáticos, Knowledge, Policy and Finance Centre (KPFC), que recolhe dados, desenvolve conhecimento e análises para criar condições favoráveis ao investimento e ao crescimento das renováveis. Country Engagement and Partnerships (CEP), que ajuda os países e as regiões a acelerar a introdução das energias renováveis, colaborando com variedade de intervenientes públicos e privados no desenvolvimento e implementação de estratégias para aumentar a utilização de renováveis em África, na Ásia, na Europa e na América Latina, e em pequenos Estados insulares em desenvolvimento. Project Facilitation and Support (PFS), que lidera o trabalho relacionado com o desenvolvimento de projetos, o acesso ao financiamento e investimento, e a Plataforma de Investimento Climático. Mantém parcerias com bancos multilaterais, instituições financeiras, investidores privados e partes interessadas ao longo da cadeia de valor do desenvolvimento de projetos. Centro de Inovação e Tecnologia da IRENA (IRENA Innovation and Technology Centre, IITC), que fornece informações sobre tecnologias e inovações no domínio das energias renováveis, procurando novas vias para a transição global para um futuro energético sustentável. Sediado no escritório da IRENA em Bona, na Alemanha, o centro mantém-se a par dos mais recentes desenvolvimentos e transforma-os em ferramentas práticas e de fácil utilização. 

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Reunião do Conselho da IRENA | outubro 2023

 

A 26ª reunião do Conselho da IRENA lugar a 19 e 20 de outubro de 2023, em Abu Dhabi, visando acelerar a implantação das energias renováveis e abordar questões fundamentais da transição energética que o mundo enfrenta atualmente. Foram discutidas as atividades da IRENA em consonância com a sua prioridade estratégica de facilitar a partilha e a cooperação entre os Estados membros, e analisados a proposta de programa de trabalho e orçamento para 2024-25 e o relatório anual da Agência para 2022-23, bem como outras questões administrativas. Tiveram lugar debates programáticos no âmbito das soluções de energia renovável nos sectores agroalimentar e da saúde, dos impactos socioeconómicos da transição energética e dos investimentos nas energias limpas. Bruno Sousa, Subdiretor Geral de Energia, integrou a delegação nacional que foi liderada pelo Embaixador Fernando Figueirinhas. Foram enaltecidos o compromisso e o posicionamento de Portugal na vanguarda da descarbonização e da transição energética, com foco na redução do uso de combustíveis fosseis, na diversificação das fontes de energia, na aceleração da implementação das renováveis, na promoção da eficiência energética, e no reforço das interligações de energia e incentivo ao investimento. Foto: IRENA

 

 

Reunião do Conselho da IRENA | maio 2023

A 25ª Reunião do Conselho da IRENA teve lugar a 23 e 24 de maio de 2023, em Abu Dhabi. Abordaram a agenda da energia e o desenvolvimento sustentável, o aumento da energia renovável, o financiamento da transição energética e os esforços de mitigação e adaptação. Foram apresentadas as conclusões do World Energy Transitions Outlook 2023.
O Diretor-Geral da IRENA, La Camera, relevou a colaboração entre países, a avaliação do progresso e identificação das ações necessárias para garantir que a Agência mantém a agilidade face às necessidades dos membros. Portugal fez-se representar pela Secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia, pelo Embaixador de PT em Abu Dhabi, Fernando Figueirinhas e Conselheiro Eduardo Bragança, e pela DGEG, Isabel Soares. Na sua intervenção, SEEC enalteceu a ambiciosa estratégia energética nacional, com foco na segurança do abastecimento, na gestão da rede elétrica, na mitigação dos impactos territoriais e no cumprimento da meta de 80% de energia renovável, até 2026. Destacou a importância da cooperação internacional e da parceria com a IRENA para acelerar a transição energética. Foto: Site da IRENA

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Reunião da Assembleia da IRENA | janeiro de 2023

 

 

A 13ª Reunião da Assembleia e reuniões complementares da IRENA tiveram lugar de 13 a 15 de janeiro, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. As sessões, dedicadas ao tema “Transição Energética Mundial - O Balanço Global”, reuniram representantes de governos e organizações multilaterais, atores privados, sociedade civil e convidados de alto nível, para avaliarem os progressos e traçarem uma agenda para acelerar a transição energética global. Portugal esteve representado pelo Embaixador Fernando Figueirinhas e o Conselheiro Eduardo Bragança e por representantes da DGEG. O Diretor-Geral da IRENA, La Camera, foi nomeado para 2º mandato e os membros aprovaram a Estratégia e programa de trabalho da IRENA para cinco anos, com foco nas mudanças sistémicas na energia e no acesso, e interação entre as renováveis, segurança e resiliência energéticas. Portugal foi eleito membro do Conselho da IRENA para o biénio 2023/2024 e, reafirmou o compromisso de cooperar ativamente com os países parceiros e a IRENA, na construção de um futuro energético seguro, sustentável e inclusivo.
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Relatório da IRENA, dezembro 2023 - “Renewable energy markets: GCC 2023

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) está a dar passos significativos rumo à transição para energias renováveis, com especial destaque para a solar, mediante elevados investimentos, destacando-se na COP28. Ao assumir a liderança no domínio do hidrogénio verde, a região aspira atingir a neutralidade carbónica, impulsionada por investimentos robustos e ambições climáticas ambiciosas. O CCG emerge como um protagonista destacado na transição global de energia, alinhando-se com as metas estabelecidas no Acordo de Paris.
Após meio século de desenvolvimento centrado em combustíveis fósseis, os países do Conselho de Cooperação do Golfo estão a dedicar esforços significativos à energia renovável. Com um vasto potencial, especialmente no que concerne à energia solar, a região testemunha substanciais investimentos e uma notável mudança em direção à sustentabilidade.
Destaca-se que a COP28 decorreu no Dubai, Emirados Árabes Unidos, de 30 de novembro a 12 de dezembro de 2023, refletindo o crescente interesse da região, tanto enquanto produtora de combustíveis fósseis quanto como participante ativa nos debates climáticos internacionais. A região do CCG posiciona-se como líder no domínio do hidrogénio verde, explorando estratégias entre o hidrogénio azul e verde, alinhadas com os Planos de zero emissões. Os investimentos, quer públicos quer privados, em energias renováveis, transcendendo as fronteiras regionais, impulsionam o desenvolvimento. Observa-se uma evolução nas políticas climáticas da região, com ambições ousadas e um crescente interesse no hidrogénio e no comércio de carbono.
A implementação efetiva destas iniciativas tem o potencial de posicionar o CCG como líder na transição global de energia, contribuindo para o alcance das metas estipuladas no Acordo de Paris.
O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, dezembro 2023 - “Renewables-based Electric Cooking: Climate Commitments and Finance

Relata-se que, em 2023, cerca de 2,3 mil milhões de pessoas ainda não possuem acesso a cozinhas limpas. A transição para cozinhas elétricas alimentadas por energias renováveis surge como um elemento crucial na redução de emissões, mas enfrentará consideráveis desafios até 2030.
Destaca-se que apenas 8,9% dos 185 países analisados implementaram práticas de cozinhas limpas. Onze nações entenderam que o acesso universal à eletricidade não é uma condição essencial para a adoção de métodos de cozinha baseados em energia limpa. A inclusão de cozinhas de energia limpa nos compromissos climáticos é observada apenas em alguns países, incluindo nove menos desenvolvidos.
O financiamento proveniente do setor privado, a integração com o setor elétrico e a utilização de finanças de carbono emergem como fatores cruciais para superar os obstáculos identificados. As estratégias propostas incluem o desenvolvimento de um enquadramento regulatório sólido, a integração eficaz com o setor elétrico e o envolvimento ativo dos consumidores.
A obtenção de financiamento para esta transição revela-se vital, requerendo a superação de barreiras reguladoras, a melhoria da capacidade por parte dos fornecedores e um aumento do conhecimento por parte dos consumidores. Identificam-se três fontes principais de financiamento: o setor privado, a integração com o setor elétrico e a aplicação de taxas de carbono.
São sugeridas quatro abordagens estratégicas, nomeadamente o desenvolvimento de um enquadramento regulador robusto, uma integração mais estreita com o setor elétrico, o apoio direcionado aos fornecedores e uma maior participação dos consumidores. Tais estratégias visam não apenas atrair financiamento, mas também superar os obstáculos que atualmente limitam a adoção generalizada de cozinhas elétricas baseadas em energias renováveis.
O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, dezembro 2023 - “2022 Year in Review: Climate-driven Global Renewable Energy Potential Resources and Energy Demand

O relatório destaca as alterações climáticas e a necessidade de integrar a variabilidade nos planos energéticos. A adaptação dos mercados é essencial, especialmente em países em desenvolvimento, como em África, onde a recolha de dados é crucial para avaliar o impacto climático na oferta e procura de energia.

A capacidade instalada e a participação na rede elétrica global das energias renováveis, impulsionadas pela energia solar e eólica, tem aumentado nas últimas duas décadas, atingindo 30% da geração global de energia. Em 2022, 83% da nova capacidade instalada provém de fontes renováveis, com destaque para a energia solar e eólica. Este aumento será fundamental para alcançar sistemas de energia descarbonizados até 2050, com uma redução acentuada no consumo de combustíveis fósseis.
Relata que ações decisivas são necessárias para acelerar a transição dos sistemas de energia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor energético até 2030, alinhando-se com as metas de 1,5 °C do Acordo de Paris. Para atingir a meta climática mais ambiciosa, a capacidade global de energias renováveis precisa de triplicar, e a taxa de melhoria da eficiência energética deverá duplicar até 2030.
A produção de energia a partir de fontes renováveis, como solar, eólica e hídrica, é influenciada por fatores climáticos. O relatório analisa o ano de 2022 em comparação com dados climáticos dos últimos trinta anos, elaborando análises sobre os efeitos da variabilidade e mudança climática em diversas tecnologias e na procura de energia. Avalia quatro indicadores de energia para demonstrar as alterações nas condições climáticas ao longo do período.
As conclusões destacam mudanças significativas nos indicadores de energia devido aos efeitos da variabilidade e mudança climática, sublinhando a importância de compreender os impulsionadores climáticos para a resiliência e eficiência dos sistemas de energia. A integração da variabilidade climática nos planos operacionais e de gestão de recursos de energia é considerada prioritária, permitindo estabelecer sistemas de alerta e modernizar infraestruturas de energia.
A adaptação das estruturas de mercado será essencial para proporcionar flexibilidade durante a transição de sistemas de energia centralizados para descentralizados. Os países em desenvolvimento, especialmente em África, podem aproveitar o potencial da energia renovável com base no conhecimento da variabilidade climática. A recolha e partilha sistemática de dados de energia são fundamentais para aprimorar a avaliação do impacto da variabilidade e alteração climática na oferta e procura de energia.
O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, dezembro 2023 - “IRENA’s Energy Transition Support to Strengthen Climate Action: Insight to Impact, 2023

O relatório enfatiza a urgência em adotar medidas ambiciosas até 2030 para alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. Em 2022, foi registado um acréscimo de 300 GW na capacidade de energia renovável a nível global, representando um investimento de USD 1.3 triliões.
Apesar dos avanços, o crescimento ainda não atinge as metas climáticas estabelecidas para 2050. Os países definem objetivos climáticos a médio prazo por meio das Contribuições Determinadas Nacionalmente (CDN) e estratégias de desenvolvimento de baixas emissões a longo prazo (LEDS).
Alinhar a transição energética com as CDN e estratégias de baixas emissões é crucial para cumprir o Acordo de Paris. A IRENA compromete-se a apoiar os seus 96 membros na mitigação das mudanças climáticas, abrangendo uma população de cerca de 5.2 bilhões de pessoas e emissões totais estimadas de 30.250 megatoneladas de dióxido de carbono equivalente em 2022. A realização da COP28 em 2023 e o ciclo de CDN em 2025 são marcos críticos. A IRENA procura impulsionar um aumento de 1.000 GW na capacidade global de eletricidade renovável até 2030, com foco na modernização e desenvolvimento de capacidades.
Apesar dos compromissos nacionais, o atual ritmo da transição energética não é suficiente para manter o aumento da temperatura média global abaixo de 1,5 graus Celsius. É imperativo acelerar a implementação de ações climáticas para alcançar as metas estabelecidas no Acordo de Paris.

O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, dezembro 2023 - "World Energy Transitions OutlooK 2023: 1.5ºC Pathway", Volume 2

O relatório destaca crises globais interligadas, como mudanças climáticas e desigualdades socioeconómicas, advogando uma transição urgente para uma economia sustentável. Propõe que a transição energética se concentre nas energias renováveis, prevendo um aumento global para 77% até 2050, contribuindo para a estabilização do consumo de energia. Analisa o impacto socioeconómico e sublinha a necessidade de colaboração financeira internacional. O relatório enfatiza estratégias inclusivas para enfrentar disparidades regionais e globais, defendendo uma abordagem abrangente para uma transição justa e inclusiva.
O mundo enfrenta crises sem precedentes, incluindo alterações climáticas, perda de biodiversidade, volatilidade nos preços de energia e desigualdades socioeconómicas. Destaca-se a necessidade urgente de uma transição rápida para um setor de energia e economia global mais sustentável. Formuladores de políticas têm-se concentrado em aspetos tecnológicos, institucionais e reguladores, negligenciando implicações socioeconómicas. O relatório argumenta que as narrativas da transição podem não ter repercussão nos interessados devido à omissão de dimensões socioeconómicas centrais.
A IRENA destaca cenários de transição com as energias renováveis como principal fonte, prevendo aumento global de 16% em 2020 para 77% em 2050. Eletrificação, eficiência energética e implantação de energias renováveis contribuiriam para estabilizar o consumo global de energia até 2050. O relatório analisa o impacto socioeconómico do cenário da IRENA de 1,5°C em comparação com o cenário de energia prevista, destacando a importância da colaboração financeira internacional. Uma transição energética ambiciosa promete impulsionar a economia global, com aumento médio anual do PIB global de 1,5% entre 2023 e 2050, impulsionado por investimentos públicos.
Taxas de crescimento variam entre regiões e países, destacando disparidades no desenvolvimento económico e enfatizando a necessidade de estratégias económicas inclusivas. A análise explora resultados de políticas progressistas destinadas a abordar preocupações globais, como justiça e igualdade, enquanto avança na transição energética global. A transição para 1,5°C geraria empregos adicionais em todo o setor económico, com aumento médio anual de 1,7% no emprego global entre 2023 e 2050. O setor de energia experimentaria aumento no emprego, triplicando para cerca de 40 milhões de empregos em energias renováveis até 2050. Além dos benefícios económicos e de empregabilidade, a transição energética tem potencial de melhorar o bem-estar global. A IRENA avalia impactos potenciais através de um índice de bem-estar, abordando dimensões económicas, sociais, ambientais e de acesso. Destaca a necessidade de uma abordagem abrangente que una vertentes socioeconómicas e tecnológicas/reguladoras da transição energética, promovendo políticas coerentes e de longo prazo para garantir uma transição justa e inclusiva.

O relatório completo pode ser consultado  aqui

 

 

Relatório da IRENA, julho 2023 - "Geopolitics of the Energy Transition: Critical Materials"

O relatório “Geopolitics of the energy transition: Critical materials” fornece uma visão sobre a importância dos materiais críticos, analisando as implicações geopolíticas associadas e recomendações para a transição energética global sustentável e eficiente.
O relatório oferece uma análise prospetiva dos aspetos geopolíticos e geoeconómicos e das implicações associadas ao aumento previsto da procura e da oferta de materiais críticos. Investiga o panorama em evolução das cadeias de abastecimento e dos padrões comerciais, bem como os fatores socioeconómicos e de sustentabilidade que rodeiam a extração e o processamento. Avalia a importância estratégica dos materiais críticos para a competitividade económica e a aceleração das transições para as energias renováveis. Além disso, examina igualmente as possibilidades de os países em desenvolvimento avançarem com as suas estratégias de industrialização e obterem um maior valor económico das suas riquezas minerais.
Os materiais críticos estão no centro do diálogo e diplomacia internacionais. A sua produção e transformação estão altamente concentradas geograficamente, colocando desafios relacionados com a segurança dos recursos e a dinâmica geopolítica. Esta concentração cria vulnerabilidades e incertezas, tanto para os países consumidores como para os países produtores, que podem afetar a implementação, o custo e a sustentabilidade das tecnologias de transição energética. O relatório informa que os atuais padrões de produção e transformação permanecerão em grande medida inalterados nos próximos anos, sublinhando a importância da cooperação internacional e de escolhas políticas prudentes para garantir que a transição energética avance à velocidade necessária a nível mundial. A IRENA recomenda o desenvolvimento de mercados transparentes com normas e padrões coerentes, assentes nos direitos humanos, na gestão ambiental e no envolvimento da comunidade.

O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, junho 2023 - "World Energy Transitions OutlooK 2023: 1.5ºC Pathway"

A IRENA publicou, em junho de 2023, o relatório “World Energy Transitions Outlook (WETO) 2023”, sublinhando a necessidade urgente de um aumento significativo da capacidade de produção de energia renovável, que destaca a importância de triplicar a energia renovável até 2030 para cumprir a meta climática de 1,5°C estabelecida pelo Acordo de Paris.
Com o mundo a recuperar dos efeitos económicos da pandemia, a escala da emergência climática tornou-se cada vez mais evidente nos últimos anos, com temperaturas elevadas e fenómenos meteorológicos extremos ligados às alterações climáticas a ocorrerem em todo o mundo. O sucesso alcançado nesta década na redução das emissões de gases com efeito de estufa determinará se o aumento da temperatura global pode ser limitado a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais neste século, em conformidade com os objetivos do Acordo de Paris. O Cenário 1,5°C da IRENA, estabelecido no WETO, apresenta um caminho para atingir a meta de 1,5°C até 2050, posicionando a eficiência energética, a eletrificação, a expansão das redes a medidas de flexibilidade como principais motores de transição, possibilitados pelas energias renováveis, hidrogénio limpo e biomassa sustentável. Fornece uma visão geral dos progressos realizados, analisando a implementação e as lacunas em todos os setores energéticos, e identifica áreas e ações prioritárias baseadas nas tecnologias disponíveis que devem ser realizadas até 2030 para alcançar emissões nulas até meados do século.
Reporta a realização de alguns progressos, principalmente no setor da energia, com um aumento da capacidade global de energias renováveis de 300 gigawatts (GW) em 2022. No entanto, os atuais progressos e compromissos ficam muito aquém da trajetória de 1,5°C da IRENA e resultarão num défice de emissões de 16 Gton, em 2050. Embora o investimento global em todas as tecnologias de transição energética tenha atingido 1,3 biliões de dólares em 2022, o investimento anual terá de quadruplicar. São necessárias metas mais ambiciosas para as energias renováveis; será necessário acrescentar uma média de 1 000 GW de capacidade de energia renovável por ano até 2030, bem como aumentar significativamente a utilização de energias renováveis nos setores de utilização final. O período que se seguirá à COP28 será crucial para os esforços destinados a travar as alterações climáticas e a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável definidos na Agenda 2030. A transição energética é crucial para a concretização das prioridades económicas, sociais e ambientais, sendo imperativo que os governos, as instituições financeiras e o setor privado reavaliem urgentemente as suas aspirações, estratégias e planos de implementação para realinhar a transição energética com a trajetória pretendida.

O relatório completo pode ser consultado aqui.

 

 

Relatório da IRENA, janeiro 2022 - "Geopolitics of the Energy Transformation: The Hydrogen Factor"

 

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) publicou o relatório “Geopolitics of the Energy Transformation: The Hydrogen Factor”, com uma análise da geopolítica do hidrogénio. O relatório baseia-se no trabalho da IRENA no domínio do hidrogénio e beneficia de contributos de peritos nos domínios da energia e da geopolítica. À medida que os países, a nível global, procuram atingir os objetivos net zero, o hidrogénio é cada vez mais uma peça essencial na transformação de energia para a descarbonização dos sectores mais difíceis de descarbonizar. O possível percurso pelo qual o hidrogénio poderá evoluir envolve muitas incertezas. Com o crescente impulso para estabelecer um mercado global de hidrogénio surge a necessidade de compreensão aprofundada dos seus efeitos amplos, incluindo os aspetos geopolíticos. Neste sentido, o relatório oferece a visão sobre o modo como os países podem moldar o desenvolvimento dos mercados de hidrogénio e apresenta considerações políticas para ajudar a mitigar os riscos geopolíticos e capitalizar as oportunidades.
As principais conclusões do relatório foram de que o hidrogénio faz parte de um quadro de transição energética alargado, e as suas estratégias de desenvolvimento e implantação não devem ser consideradas isoladamente; que o estabelecimento das prioridades para a utilização do hidrogénio será essencial para a sua rápida expansão e contribuição a longo prazo para os esforços de descarbonização; A década de 2020 poderá tornar-se a era de grande corrida à liderança tecnológica, uma vez que os custos irão provavelmente cair drasticamente com a aprendizagem e a ampliação das infraestruturas necessárias.
O fabrico de equipamento oferece oportunidade de obter valor nos próximos anos e décadas e o comércio do hidrogénio e os fluxos de investimento irão gerar novos padrões de interdependência e trazer mudanças nas relações bilaterais;
Os Países com abundância de energia renovável de baixo custo poderão tornar-se produtores de hidrogénio verde, com consequências geoeconómicas e geopolíticas proporcionais; sendo que o hidrogénio poderia ser a via atrativa para os exportadores de combustíveis fósseis para ajudar a diversificar as suas economias e desenvolver novas indústrias de exportação;
Apoiar o avanço das energias renováveis e do hidrogénio verde nos países em desenvolvimento é fundamental para a descarbonização do sistema energético e a equidade e estabilidade globais;
A cooperação internacional será necessária para conceber um mercado transparente de hidrogénio com normas e padrões coerentes que contribuam significativamente para os esforços em matéria de alterações climáticas.

Consultar relatório completo aqui.

 

 

Relatório da IRENA, janeiro 2022 - "Renewable Energy Market Analysis: Africa and Its Regions"

 

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) publicou, em janeiro de 2022, o relatório Renewable Energy Market Analysis: Africa and Its Regionsdesenvolvido em colaboração com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). O relatório expõe oportunidades e desafios que África enfrenta.
Um sistema energético centrado nas energias renováveis pode ajudar a resolver muitos dos desafios sociais, económicos, sanitários e ambientais de África. Uma transição energética é essencial para um futuro seguro em termos de clima, no qual as prerrogativas de desenvolvimento sustentável sejam cumpridas. As energias renováveis são fundamentais para superar a pobreza energética, fornecendo os serviços energéticos necessários sem prejudicar a saúde humana ou os ecossistemas, e permitindo uma transformação das economias em apoio ao desenvolvimento e à industrialização.
As principais conclusões são que uma grande parte do continente africano foi deixada para trás na transição energética, sendo que apenas 2% dos investimentos globais em energias renováveis nas últimas duas décadas foram realizados em África, com disparidades regionais significativas.

África possui um vasto potencial de recursos em energia eólica, solar, hídrica e geotérmica e os custos decrescentes estão a tornar as energias renováveis acessíveis. Especificamente, a África Central e do Sul possuem abundantes recursos minerais essenciais para a produção de baterias elétricas, turbinas eólicas e outras tecnologias de baixo teor de carbono.
Na última década África tem demonstrado progressos na utilização de energias renováveis cresceu, com mais de 26 GW. O maior crescimento foi no solar; As Soluções distribuídas de energia renovável, incluindo sistemas autónomos de produção e de consumo de energia elétrica e mini-redes solares, estão a desempenhar um papel importante na expansão do acesso à eletricidade em áreas isoladas e no reforço do fornecimento em áreas com acesso à eletricidade.
Apesar da difícil transição da energia intensiva em carbono, a transição energética, quando acompanhado por políticas apropriadas, é uma oportunidade para África. A transição energética, no âmbito do cenário de 1,5°C da IRENA, prevê 6,4% de aumento do PIB, 3,5% de aumento do emprego em toda a economia e um índice de bem-estar social 25,4% mais elevado do que o realizado no âmbito dos planos atuais, em média até 2050. Para os benefícios se materializem é necessário um conjunto de políticas abrangentes que combinem a prossecução dos objetivos climáticos e ambientais, o desenvolvimento económico, a criação de emprego e equidade social e bem-estar para a sociedade, e a existência de instituições fortes, uma cooperação internacional e coordenação considerável a nível regional.

Consultar relatório completo aqui.